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#BeInnovative: escute essa!

Criado em 2014, o aplicativo Ubook é o primeiro serviço de assinatura de audiolivros por streaming do Brasil. Ele funciona como qualquer outro serviço do tipo streaming, como o Spotify, por exemplo, mas opera com o conteúdo voltado para leitores que, por um motivo ou outro, não podem ler livros. Por um valor mensal, ou semanal, é possível ter acesso ilimitado a todo o catálogo da empresa, que hoje soma mais de 10 mil títulos.

A empresa tem parceria com mais de 100 editoras nacionais e, em muitos casos, investe em toda a produção da versão do livro em áudio, o que garante exclusividade da divulgação de conteúdos da companhia. Com foco na criatividade e inovação, a Ubook se encaixa no grupo de empresas brasileiras trabalhadas na campanha Be Brasil, que mostra um Brasil confiável, estratégico e sustentável no mundo dos negócios.

Com fome de usuários, a empresa já quer se internacionalizar e atualmente integra o projeto setorial Brazilian Publishers, uma parceria firmada entre a Câmara Brasileira do Livro e a Apex-Brasil para fomentar as exportações de conteúdo editorial brasileiro no exterior. Motivos para buscar outros mercados não faltam. Em relatório de 2016, a Audio Publisher Association (APA), entidade que representa a indústria de audiobooks nos Estados Unidos, indicou que o mercado movimentou 1,77 bilhão de dólares em 2015.

O Blog da Apex-Brasil aproveitou um encontro com Anderson Santos, responsável pela captação de conteúdo e gerenciamento de direitos autorais do Ubook, na Fiesta del Libro y la Cultura de Medellín, realizada este mês, para conversar com o executivo sobre os planos de internacionalização da empresa. Confira!

O que faz a UBOOK? O Ubook é uma plataforma de distribuição digital de áudio livros e também uma editora. Então, não só fazemos a distribuição, como também fazemos a produção de conteúdo próprio.

E o que é o audiolivro? Nós consideramos o audiolivro como um material complementar à leitura, mas também vemos como uma nova forma de leitura. Ele vem em um momento em que as pessoas não têm tempo para ler, como, por exemplo, quando estão presas no trânsito. O engarrafamento pode ser um bom momento para escutar um livro.

Como surgiu a ideia de trabalhar o audio livro? O CEO da empresa, o Flávio Osso, era dono de uma franquia de rádio no Rio de Janeiro que estava encerrando suas atividades. Analisando projetos e tendências, ele viu que poderia utilizar a estrutura dos seus estúdios para apostar nos áudios livros, que já existiam nos Estados Unidos. Como ele já tinha algum conhecimento na área de tecnologia, foi quase um caminho natural.

Como está o desempenho internacional do Ubook? Estamos em um estágio de fim de preparação. No ano passado, finalizamos o trabalho de internacionalizar a plataforma. Quer dizer: deixá-la pronta para ser acessada por outros países. Traduzimos todo o aplicativo, todo o site para o inglês e espanhol. Também começamos a captar o conteúdo, porque não adianta ter plataforma internacional sem ter conteúdo internacional. Foi aí que fechamos várias parcerias com grandes casas editoriais internacionais do México, da Espanha e Estados Unidos e trouxemos um catálogo bem expressivo para o Ubook.

E como é o esforço de internacionalização da empresa? Nesse momento, estamos prontos para trabalhar nos mercados de língua inglesa e espanhol. Mas temos como foco a América Latina, que é onde temos conhecimento de base da comunidade latino-americana, o conhecimento técnico de distribuição e conteúdo suficiente para operar.

E nos Estados Unidos? Nos Estados Unidos, temos que esperar um pouco mais, porque lá tem a concorrência da Audible, que é a maior plataforma de audiolivros do mundo.

Então a ideia é ganhar experiência na América Latina para alçar voos maiores? Nós queremos ter um mercado bem consolidado. Não só internacionalizar a plataforma, mas criar uma cultura de audiolivros. Os jovens até entendem esse conceito, mas para um público um pouco mais velho sempre vem a lembrança do CD, do disquinho colorido para crianças e aí existe alguma resistência.

Um trabalho quase educativo. Sim. As pessoas vão perceber que essa tecnologia possui muitas vantagens sobre as plataformas anteriores. Você ouve o livro de onde parou, não tem que retirar a mídia, você escuta no computador, continua escutando no celular e parte para o tablete. Tem mobilidade. E temos que perguntar porque as pessoas estão lendo tão pouco. Temos que mostrar que elas podem adquirir cultura e conhecimento de outra forma. Esse é o nosso objetivo principal.

E em termos práticos? Como vais ser a estratégia para chegar ao consumidor? A ideia é investir em parcerias com empresas que já atuam no mercado de livros tradicionais, digitais ou e-commerce, como operadoras de telefonia celular. Isso vai ser fundamental na América Latina, onde tem um público grande sem cartão de crédito ou conta em banco, mas com muito telefone celular. Se uma operadora faz parte do negócio, o usuário tem acesso aos mecanismos de pagamento que são os mesmos do telefone que ele já utiliza.

E qual expectativa de vocês em relação ao número de usuários do aplicativo? Temos uma perspectiva alta, lembrando que faz parte da nossa estratégia de internacionalização abordar brasileiros que vivem no exterior, entregando livros brasileiros que eles não conseguem adquirir em outros países. Hoje, quase 15% dos nossos acessos já são de pessoas que estão fora do Brasil, e notamos que o consumo é de títulos nacionais. Esse é um comportamento orgânico que nós vamos explorar como planejamento de mídia.

Vocês fazem parte do Brazilian Publishers, parceria entre a Apex-Brasil e a Camara Brasileira do Livro (CBL) para promoção de conteúdo editorial no exterior. Como que esse projeto está ajudando vocês? Estamos nesse projeto desde 2015. Tem sido uma parceria muito importante porque ela nos proporciona um relacionamento com outras editoras, o que nos facilita na construção de um catálogo relevante. Também tem nossas participações em feiras internacionais para mostrarmos nosso produto, para fazermos contato com editoras que se interessam pela plataforma. Tudo isso é importantíssimo e já vemos resultado. Desde que criamos o suporte para o mercado internacional, nós temos notado um volume crescente de entrada de outros países em nossa plataforma. Isso se deve às divulgações que fazemos com o apoio do Brazilan Publisher.

E Apex-Brasil? Como tem ajudado? A Apex-Brasil é um ponto chave. Esse interesse em exportar produtos nacionais com maior valor agregado casou com o nosso produto, que é típico de exportação com tecnologia. Esse movimento vai ao encontro da nossa proposta de olhar para fora, de ser uma empresa brasileira em outro país.

Saiba mais sobre a Ubook em www.ubook.com Conheça mais histórias de sucesso de empreendedorismo brasileiro no exterior em www.bebrasil.com.br/pt

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