Chefe de operações internacionais da Apex-Brasil explica como funcionam os dez escritórios da Agênci

Para promover os produtos brasileiros no exterior e atrair investimento para o país, a Apex-Brasil conta com uma ferramenta poderosa: dez escritórios localizados em países e mercados estratégicos para o empresariado brasileiro. Nessas extensões, a Agência forma uma extensa rede de oportunidades de negócios para os exportadores nacionais. Ali são oferecidos serviços como estudos de negócios e apoio à internacionalização, por exemplo.

Atualmente, os escritórios da Apex-Brasil estão localizados em Miami e São Francisco (Estados Unidos), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Luanda (Angola), Xangai e Pequim (China), Moscou (Rússia), Bogotá (Colômbia), Havana (Cuba) e Bruxelas (Bélgica).

Para falar sobre a função dos escritórios, sua abrangência e importância, o Blog da Apex-Brasil conversou com Silvia Breda, chefe de operações internacionais da Apex-Brasil. Confira!

Como funcionam os escritórios da Apex-Brasil no exterior?

Hoje temos dez escritórios e uma estrutura que abriga 50 colaboradores. Esses escritórios quase sempre têm uma atuação regional e trabalham de maneira diferente. O que o escritório de Miami faz, por exemplo, difere do que é feito em Moscou. Tudo vai depender da característica de cada país, continente, etc. O que todos têm em comum são os produtos personalizados para as empresas brasileiras.

Como se dá o atendimento nesses escritórios?

O primeiro critério de atendimento é que a empresa seja brasileira e com sede no Brasil. Ela deve entrar em contato com a área de atendimento com clientes da Apex-Brasil, mas também atendemos demandas que chegam diretamente para o escritório.

E quais os serviços que são prestados nos escritórios?

Os escritórios trabalham para apresentar serviços que são importantes na hora da inserção internacional da empresa, como estudos de mercado, prospecção de negócios e suporte para internacionalização. Eles também atuam diretamente no contato com investidores internacionais.

E são os mesmos produtos para cada escritório?

Não. Alguns produtos são específicos de algumas unidades. O escritório de São Francisco, por exemplo, trabalha com uma mentoria no Vale do Silício. É o tipo de serviço que não se encaixa em nenhum outro escritório. Miami, Dubai e Bruxelas têm espaço físico para as empresas se instalarem nessas cidades por certo tempo. Isso porque existe demanda para isso na região. Então, nós adaptamos os produtos de acordo com o mercado e com a demanda brasileira.

E qual a abrangência desses escritórios?

Os escritórios trabalham com regiões, não com cidades. O escritório de Bruxelas cobre toda a Europa, Moscou cuida da Eurásia, Pequim é responsável pela Ásia, Dubai com o Oriente Médio e Norte da África, o escritório de Angola cuida da África, o da América do Sul está baseado na Colômbia, mas ele é mais focado em Colômbia e Peru, porque Argentina, Uruguai e Paraguai tem tratamento fronteiriços diferenciado. O da América do Norte tem dois postos que trabalham juntos, mas com afinidade de setores, como o de São Francisco, que atua mais com setores de inovação e tecnologia, e Miami com produtos. O único que tem atuação local é Cuba, pela característica de networking do país, pela forma de fazer negócio.

E qualquer empresa pode procurar os escritórios?

Recebemos muitas empresas que pertencem aos Projetos Setoriais da Apex-Brasil, mas isso não é obrigatório. O importante é que elas tenham alguma maturidade exportadora. Somos a ponta da lança, o final de um processo que começa lá atrás, com a preparação da empresa para se tornar exportadora, um serviço que a Apex-Brasil presta com eficiência. A partir de 2017, por exemplo, vamos trabalhar junto com o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) da Agência. Estamos buscando uma maneira dos escritórios ajudarem na primeira exportação das empresas que passaram pelo Programa.

E tem algum custo para o empresário?

Alguns produtos que oferecemos, por serem altamente especializados, são cobrados. São preços subsidiados. Em Miami, onde temos espaço físico para a empresa se estabelecer no exterior, o empresário paga pela utilização desse local, mas é um valor bem acessível e justo. Nosso entendimento é que o empresário tem que participar dos custos, por menor que seja a taxa. Isso é necessário porque quando o empresário investe, ele precisa pensar duas vezes se realmente precisa daquilo. A taxa, mesmo que simbólica, diferencia a empresa que está só curiosa e a que está realmente interessada em exportar.

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