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FAPERON: Presidente Hélio Dias destaca os desafios da agricultura e da pecuária em RO


RONDÔNIA, PORTO VELHO – O produtor rural e sindicalista Hélio Dias, presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Rondônia (Faperon) foi o convidado do Programa Rondônia em Debate na noite desta quinta-feira, 08, levado ao ar pela TV Gazeta e em cadeia com o Sistema Gurgacz de Comunicação, para todo o estado.

Entrevistado pelo jornalista Arimar Souza de Sá, Hélio dias destacou o momento em que vive o setor em todo o estado, apontando conquistas e desafios a serem encarados pelos produtores rurais.

Na opinião de Dias, o setor de agricultura e pecuária de Rondônia vive um grande momento, principalmente no que diz respeito a produção de grãos e de gado, gerando emprego e renda para o produtor rural.

Ainda de acordo com o líder patronal, Rondônia possui hoje 127 mil propriedades rurais, aproximadamente 100 mil produtores rurais em todas as atividades produtivas como leite, gado de corte, café, fruticultura e piscicultura. “São produtores que vieram das diferentes regiões do país e chegaram com um único objetivo que é transformar este estado num dos celeiros nacionais da produção agrícola, e estão conseguindo”, observou.

Segundo Hélio Dias, aproximadamente 70% do PIB estadual advém da produção rural e tem ajudado a manter Rondônia longe da crise financeira que afeta a maioria dos estados brasileiros. Quanto a geração de empregos, Dias afirma que o agronegócio é hoje um dos maiores geradores de emprego no Estado de Rondônia, pois a diversificação da atividade rural tem aberto novas frentes de trabalho, não só no campo, como nas indústrias de transformação da matéria prima, que garante emprego na cidade, como reflexo da atividade no campo.

Um dos braços de apoio ao produtor rural, coordenado pena Faperon é o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), responsável treinamento técnico do produtor rural e dos trabalhadores do campo. Na opinião do presidente da Faperon, a agricultura, a piscicultura e a pecuária do estado de Rondônia precisa dar resultado.

“O produtor, seja ele pequeno, médio ou grande, precisa ter renda e pra ele conseguir resultados neste sentido ele precisa tecnificar e modernizar a sua atividade, utilizando as melhores práticas na sua propriedade, independente de ser pequeno, médio ou grande. Logicamente que o grande produtor tem mais facilidade, tem mais crédito, tem uma área maior para expandir, mas o pequeno também precisa entrar neste sistema de produção e se inteirar dessas tecnologias e é neste sentido que entra o trabalho do Senar, que tem como grande objetivo capacitar profissionalmente os produtores, os pecuaristas, seja ele médio, pequeno ou grande”, destacou.

Durante a entrevista, Helio Dias destacou que o Senar possui para este ano de 2018 só para Rondônia, mais de mil treinamentos em 58 áreas de produção, que vão garantir aos produtores o acesso as tecnologias e informações necessárias para melhorar o desempenho no campo. “São cursos de capacitação realizados em todas as cidades do estado. Nossos técnicos do Senar vão até o produtor para levar conhecimento e capacitação, a custo zero.

Essas despesas são pagas pelo Senar, através do repasse de 0,2% do que é arrecadado com o Funrural, pago todos os anos pelo produtor rural. O produtor rural , por exemplo, um grande equipamento com tecnologia de ponta e precisa aprender a utilizar essa nova ferramenta. Os técnicos do Senar treinam os operadores para garantir o pleno uso e a satisfação com o resultado do investimento feito. Outro exemplo é a inseminação artificial. Nossos técnicos quando solicitados vão lá na propriedade e ensinam as técnicas de reprodução por inseminação, orientam como armazenar e manusear o sêmen para garantir o sucesso da inseminação”, exemplificou, salientando que o Senar tem papel importante na promoção do agronegócio.

Filiada a Confederação Nacional de Agricultura (CNA), a Faperon ajuda a identificar as necessidades de aprimoramento do Plano Safra, divulgado pelo Governo Federal, com as metas de investimento para o setor agrícola. “Todos os aos a gente apresenta uma demanda dos produtores. Os programas que precisam mais recursos são identificados e a sugestão é repassada para a CNA, que através da bancada ruralista apresenta essas necessidades, alcançando investimentos necessários para o produtor rural através de linhas de créditos.

Sobre os desafios do agronegócio em Rondônia o presidente da Faperon destaca que a grande dificuldade do produtor é a armazenagem. “Nós precisamos de maior volume de recursos no plano de Safra 2018/19 para a construção de armazéns, principalmente para guardar a produção de soja e milho em Rondônia”, apontou.

Outra preocupação dos produtores rurais diz respeito ao transporte da produção em virtude das condições das estradas estaduais e federais, bem como a situação da hidrovia do Madeira. De acordo com Dias, as dificuldades de trafegabilidades nas estradas aumentam o custo do transporte da produção, assim como o atraso na dragagem do Rio Madeira, que em determinados períodos do ano fica com a sua capacidade da produção de transporte reduzida. “É necessário investir na melhora das nossas rodovias e acelerar esse processo de dragagem do Rio Madeira, para que possamos escoar a produção durante todo o ano”, sem prejuízo para o homem do campo, pontuou.

No último bloco da entrevista, Hélio Dias elogiou os deputados estaduais pela aprovação de um projeto que prevê a instalação de balanças eletrônicas nos abatedouros. “Queremos parabenizar os deputados estaduais por aprovarem essa lei que surgiu dentro do setor produtivo em função da necessidade de transparência na pesagem das carcaças, dentro dos frigoríficos, onde o produtor leva seu boi para o abate e não tem certeza quanto ao real peso, ficando a mercê do peso dito pelo frigorífico.

Com a nova lei, as balanças implantadas revelarão fielmente o peso da produção, enviando direto ao produtor o real peso da sua produção. Os produtores estavam se sentindo lesados com os pesos das carcaças”, apontou.

Porto Velho

Na opinião de Hélio Dias, a região da grande Porto Velho será o grande celeiro de produção do Estado, num futuro breve. De acordo com ele as terras, apesar de serem consideradas “fracas” em determinados locais, são terras planas, mecanizáveis e que podem ser recuperadas com a implantação de técnicas e insumos. O que precisa é uma atenção do poder publico, através de investimentos em programas de incentivo de produção.

“O potencial agrícola de Porto Velho é muito grande. O maior rebanho pecuário está na capital, com mais de 1 milhão de cabeças. Temos um setor chacareiro que precisa ser potencializado com políticas públicas com a implantação de programas de produção de alimentos que possam atender a capital.

Hoje, mais de 70% do que é consumido em Porto Velho vem de fora do estado. São 40 produtos que as grandes redes de supermercados compram de fora para abastecer o mercado interno, como por exemplo a batata, a banana, verduras. Na minha leitura como produtor e como técnico, o que tem que ser feito dentro do estado de Rondônia é um projeto de polarização da produção, aproveitando a vocação de cada região, com investimentos para incentivar o produtor nessa potencialidade, o que vai garantir o atendimento da demanda, gerando qualidade na produção e renda para o produtor”, observou Dias.

Ainda no último bloco o sindicalista respondeu às perguntas de telespectadores de todo o estado de Rondônia, falando dos programas de atendimento do Senar, da ação da Faperon e dos desafios do campo nesta nova realidade, onde a tecnologia é primordial para o aumento da produção e melhoria da qualidade das propriedades rurais.

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