Investimentos: Apex-Brasil ajuda empresas a internacionais a se estabelecer no país

Uma das missões mais importantes da Apex-Brasil é a atração de investimentos estrangeiros. A Agência oferece serviço personalizado para empresas internacionais que procuram estabelecer operações produtivas no Brasil. O trabalho tem surtido efeito. Em 2015, foram facilitados mais de US$ 3 bilhões em investimentos no país. O número é expressivo, mas a gerente de investimento da Apex-Brasil, Maria Luisa Cravo, acha que é possível ampliar esse valor. É ela que nos apresenta hoje como sua gerência trabalha e como é possível incrementar ainda mais a sua área.

Como funciona a área de investimentos da Apex-Brasil? A Gerência de Investimentos é responsável por atrair investimentos estrangeiros para o Brasil e pela Internacionalização de empresas brasileiras. Basicamente, em ambos os casos, são prestados serviços customizados às empresas de forma a minimizar os riscos e acelerar o ritmo dos investimentos, sejam eles de empresas brasileiras no exterior ou de empresas brasileiras no Brasil. No caso especifico de investimentos estrangeiros no Brasil, buscamos atender tanto empresas que querem investir ou reinvestir em atividades fabris, quanto investidores que buscam investir em fundos ou comprar participação em empresas brasileiras.

Quais são os setores em que a Apex-Brasil tem conseguido atrair mais investimentos, e quais os que temos que avançar mais? No caso especifico da atração de investimentos, trabalhamos com setores prioritários para uma atuação proativa. Nos setores de agronegócio, saúde, petróleo e gás, automotivo, energias renováveis e venture capital/private equity nós buscamos provocar empresas que nos interessam para que as mesmas avaliem o Brasil como destino de investimentos. É um trabalho mais assertivo. No entanto, atendemos também empresas de outros setores que buscam a Apex-Brasil.

A Apex-Brasil também trabalha com a internacionalização das empresas brasileiras. Como você vê o movimento dos investimentos brasileiros no exterior? As empresas brasileiras começam a entender que, para serem competitivas e buscarem novas alternativas de receita, a internacionalização é imprescindível. É um movimento natural a partir do momento em que há um amadurecimento do setor privado brasileiro e que muitas empresas começam a se engajar nas exportações. A internacionalização é um passo natural para empresas exportadoras experientes. Estamos vendo um número cada vez maior de empresas que buscam a Apex para atendimento customizado, pois além de termos experiência reconhecida no tema, desenvolvemos ferramentas que facilitam muito na estratégia e na implementação dos projetos de internacionalização.

O novo presidente da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, falou que a atração de investimentos será uma das prioridades da Agência. Como é possível incrementar essa área? A área de investimentos vem trabalhando desde 2010 com uma média de 15 colaboradores no total. É pouco para uma Agência de Investimentos de um país tão grande quanto o Brasil. Ao mesmo tempo, em 2015, facilitamos mais de US$ 3 bilhões em investimentos estrangeiros, que é um resultado bem expressivo. Existem vários incrementos que podem dar um ganho grande para a área e que poderiam possibilitar o atingimento de resultados ainda melhores. Acredito que o engajamento em um número maior de setores prioritários, como infraestrutura, pode representar um ganho, já que acessaremos um número maior de empresas e ampliaremos o número de atendimentos. Ademais, a centralização da Apex em temas de investimentos, por meio da criação de uma espécie de “one stop shop” gerará mais legitimidade para atuarmos de forma mais coordenada com o Governo Federal. A equipe está muito feliz com o reconhecimento do trabalho e com a possibilidade de fazer mais.

A China tem sido muito citada como mercado prioritário de nossas exportações. Como são as expectativas em relação a esse país no que diz respeito a investimentos no Brasil? Estamos atendendo várias empresas chinesas, dos diversos setores: eletroeletrônicos, energias renováveis, entre outras. Acreditamos que podemos ser mais proativos na busca de investimentos chineses e estamos trabalhando em um plano para apresentar ao Presidente Roberto Jaguaribe, onde consta, por exemplo, um evento Invest in Brasil com a participação dos Estados brasileiros.

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