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Novidade Radical

Por Amanda Felicidade


Graffiti Esportivo


Assim como surfe, o “skate” surgiu no princípio dos anos 60 na Califórnia, em uma época que reinava o surfe e a curtição total sobre uma prancha. Conta a história que os surfistas adaptaram as rodas de seus patins nos “shapes” (tábua de madeira que serve como base para as manobras do “skate”) para que pudessem surfar em terra firme. Dessa forma, o “skate” é uma mistura de prancha de surfe com patins.

Os “skates” dessa época” eram muito primitivos e não possuíam “nose” (parte da frente), nem “tail” (cauda ou parte de trás), eram apenas uma tábua com quatro rodinhas. Na época, o crescimento do esporte se deu de maneira tão grande, que muitos dos jovens se renderam ao novo esporte.

Em 2010, o instituto Datafolha divulgou uma pesquisa que contabilizou no Brasil 3,86 milhões de “skatistas”, sendo que 10% eram mulheres. Em comparação com o ano de 2006, ocorreu um aumento de 20%, mostrando assim que em pelo menos 6% das residências existia um praticante. Atualmente, já podemos contar com 4 milhões de adeptos e estima-se que esse número aumentará ainda mais este ano.

Aqui em Nova Mutum Paraná, até pouco tempo atrás, não era comum a prática desta modalidade por não existir pistas próprias para andar de “skate” ou “longboard”. Mas, agora está virando mania e já podemos ver várias pessoas praticando o esporte nas ruas e no heliporto.

Além da atividade física, o esporte possibilita ao praticante sensações eletrizantes..  “É uma adrenalina, é demais poder estar equilibrado ali. Você tem que gostar, porque se andar e cair, é só levantar e cair de novo”, segundo a “longboardista” Dhulia Carvalho.

Em entrevista, o skatista Tarcísio Alencar nos contou um pouco da sua experiência: “Me interessei por influência de amigos mais velhos, minha modalidade é a “street” (procurar obstáculos na rua). Por ser um esporte radical, você usa seu corpo e mente ao extremo, corremos o risco de cair”.

Sentir o vento no rosto e o sangue correr mais rápido nas veias é o que impulsiona os praticantes.

“Eu não vou parar até que eu seja fisicamente incapaz de fazer manobras”, frase de Tony Hawk, considerado o maior skatista de todos os tempos na modalidade vertical, que traduz o desafio vivido no esporte e que o tornou símbolo e inspiração para os novos “skatistas”.

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