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Violência nas Escolas

Por Rebeca Marques


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A violência entrou de vez no currículo escolar dos estudantes brasileiros, seja em escolas públicas ou particulares. Há décadas presenciamos atos de violência, que hoje em dia se tornaram comuns, principalmente agressões, ameaças, abusos e até mesmo assassinatos.

De acordo com a pesquisa realizada pela Faculdade Latino – Americana de Ciências Sociais (Flacso), em parceria com o Ministério da Educação e a Organização dos Estudos Interamericanos (OEI), a violência verbal ou física afetou 42% dos alunos na rede pública, de acordo com depoimentos de estudantes de 12 a 29 anos entre janeiro e dezembro de 2015. Dentre os violentados, 65% apontam os colegas como agressores e mais de 15% alegaram que as agressões partiram de professores.

O ato da violência nas escolas tem ocorrido com muita frequência, chegando a proporções inaceitáveis, provocando angústia, medo e preocupação entre pais e professores e as causas são diversas: falta de segurança, estrutura inadequada das instalações, facilidade de acesso às drogas, a ausência de respeito nas relações sociais, às diferenças culturais, psicológicas e sociais, o famoso e desejado “status” e à falta de diálogo entre professores, alunos e os demais funcionários.

Atualmente, podemos considerar que as redes sociais contribuíram para o aumento da violência contra os professores e alunos, servindo como uma ferramenta sem filtro para agressões e ameaças. Dessa forma, as redes tornaram-se um fenômeno para humilhar e ridicularizar os envolvidos.

O Bullying e Cyberbullying são formas de violência verbal e virtual e a intensa preocupação da sociedade deve-se ao fato desses comportamentos resultarem na agressão física, envolvendo estudantes em brigas de corpo a corpo, na qual utilizam utensílios pesados e pontiagudos, como canivetes, pedaços de madeira ou até mesmo armas de fogo.

Em entrevista, Mariana Souza*, 41 anos, especialista da educação e professora, relata que em sua infância sofreu bullying e que, atualmente, todos os dias atende alunos e professores vítimas de algum tipo de violência. Como especialista da educação, além de desempenhar as funções do seu cargo, que são basicamente pedagógicas, atende alunos, professores e até pais de alunos envolvidos em algum tipo de conflito. Quanto aos encaminhamentos nestas situações, Mariana relatou: “Sempre parto do princípio que a violência gera violência, também estou sempre em contato com as famílias dos alunos, propondo parceria entre Escola e Família. Além de propor aos professores um planejamento e projetos voltados para amenizar tais conflitos na escola”. Quanto às causas, ela complementou, “percebo que além de ser uma questão da grande diferença social existente no nosso país, também, envolve outros fatores como a desestrutura familiar, falta de preparo dos profissionais envolvidos, projetos ineficazes para atender a população vulnerável, entre vários outros fatores”.

* Nome fictício, a entrevistada preferiu manter sua identidade em sigilo.

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